A programação incluiu um seminário, oficinas e visitas, promovendo atividades de extensão e transferência de conhecimento para o público geral que relevam a história local de cada geografia, comprometida com os desafios da arte, educação e ecologia na contemporaneidade.
O encontro contribuiu para a reflexão sobre práticas artísticas relacionais em torno do algodão, difundindo projetos de investigação internacionais com trabalho de campo em Cabo Verde, nomeadamente “Curadoria como ferramenta: prática artística e diálogo multidisciplinar do coletivo Neve Insular” (Vanessa Monteiro), “O algodão e a resistência a partir de Cabo Verde – cultivo do pensamento e práticas artísticas para uma história do presente” (Rita Rainho, i2ADS/FBAUP) e “Sobre uma poética do tempo: os guardados de mulheres como ativadores de memórias” (Beatriz de Sousa, Universidade Federal de Goiás).
Numa era em que o digital ocupa cada vez mais espaço, dedicar tempo ao toque e experimentar um ritmo mais pausado é, para a Neve Insular, essencial para partilhar alguns dos saberes-fazer em torno da fibra do algodão. Foi possível essa vivência em oficinas coordenadas pelo grupo Mulheres do Vale e agricultores, tanto no cultivo no Madeiral, como na Galeria Alternativa.